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Brasil ã Deriva Papo

 

Se debatendo

Eremildo é um idiota e adora debates eleitorais. Depois de assistir ao dueto Lula-Alckmin era outra pessoa.
Geraldo Alckmin é dedicado mastigador de números. Pode cometer uma frase sem verbo, mas sempre que pode enfia uma estatística.
Lula brinca de cabra-cega com o singular e o plural, mas evitava o pernosticismo numérico. Afinal, é capaz de confundir 170 com 170 mil e dívida externa com dívida líquida.
Estimulado por um papelório constrangedor, Nosso Guia combateu Alckmin no campo da mastigação das estatísticas. Referiu-se a um "41 milhões de biodiesel" sem que se possa saber se falava de reais, toneladas ou dossiês.
ã primeira vista, a mistificação numérica dos debates é produto de um hábito de Alckmin e de uma tática de Lula. Na segunda vista é bem mais.
Os dois caíram na numerologia porque não querem falar de coisa séria.
Alckmin não perguntou, nem Lula respondeu de onde veio o dinheiro do Dossiê Vedoin. Alckmin não deu a menor pista de onde foram parar os R$ 200 bilhões da privataria tucana.
Não se pode dizer qual foi o melhor, mas pode-se garantir que os dois pensam que são espertos.
Como Eremildo sabe que é um idiota, não se incomoda.
                                                          
Elio Gaspari em O Globo ( leia mais)

 

Marco Aurélio Weissheimer na Agência Carta Maior

 

Os interesses comerciais da Petrobrás não se confundem necessariamente com os interesses estratégicos do Brasil. A Petrobrás é hoje uma empresa de economia mista que atua no exterior como uma corporação privada, em busca fundamentalmente de lucro. É assim que os neoliberais brasileiros quiseram que ela fosse. Para conquistar esse status, forjou-se um sistema artificial de competição interna pelo qual áreas promissoras prospectadas pela empresa no Brasil foram entregues em leilão ã  exploração por corporações estrangeiras.
O economista Paulo Nogueira Baptista Jr fez um artigo muito interessante se admirando de como os neoliberais brasileiros, diante da "crise" do gás boliviano, se tornaram subitamente nacionalistas. Na realidade, o que eles mais temem é justamente o renascimento do nacionalismo e das políticas de busca de bem estar social na América Latina, diante do evidente fracasso das políticas neoliberais.
                               José Carlos de Assis no www.desempregozero.org.br (Leia mais)

Justiça chinesa condena ex-diretor de banco estatal ã  morte por corrupção

 

 

 

Um ex-diretor do Banco Agrícola da China, Wen Mingjie, foi condenado ã  morte por aceitar subornos e desviar US$ 1,85 milhão, com os quais comprou várias residências, segundo reportagem publicada na edição desta quarta-feira do jornal China Daily.
Na sentença emitida na terça-feira pelo Tribunal Intermediário número Um de Pequim, o diretor, que dirigia o departamento de ciência e tecnologia, aceitou entre 1999 e 2004 subornos de quatro empresas de tecnologias da informação, que não foram reveladas, no valor de US$ 1,32 milhão.
Além disso, continua o veredicto, malversou US$ 530.000 de fundos públicos entre 2003 e 2004 quando comprava caixas para o banco.

Em sua defesa durante o julgamento, Wen alegou que os subornos eram comissões pagas pelas companhias, embora as evidências tenham demonstrado que era ele que solicitava o dinheiro, segundo a corte.
Além disso, fontes do banco citadas pelo jornal disseram que a instituição não permite aos empregados do banco aceitar nenhum tipo de comissão.
Wen, que anunciou que apelará do veredicto, foi detido e acusado de ter "posses desproporcionais em relação a suas fontes de renda conhecidas".
A sentença, que se une a seis similares ditadas em um só mês, coincide com o pedido feito pelos líderes do Partido Comunista da China (PCCh) para "continuar a batalha contra a corrupção no próximo ano, especialmente a registrada no setor empresarial".

Em comunicado divulgado pela agência oficial Xinhua, o PCCh ressaltou que "centraremos nossos esforços em iniciar campanhas especiais contra (os que aceitam subornos) no setor empresarial e averiguaremos os casos que impliquem violação das disciplinas do partido", reiterou o PCCh após uma reunião presidida por seu secretário geral, Hu Jintao.
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                                                                                                                      Da EFE

Por aqui, se a moda pega, não vai sobrar um meurmão!
Entre nós tupiniquins, com 10% da população da China e com um PIB 60% menor que o chinês, só o
Caso Banestado envolveu a evasão de (pelo menos) iguais US$ 30 bilhões.
Uma proposta do Cap Grumarí de bordo da nau ClipPirata: que as investigações da CPI do Caso Banestado cheguem ao final com a remoção sumária de todos,  direta ou indiretamente envolvidos, para Bangu I. Em jaula normal com triliche. Entre os que sobrarem estará o(a) nosso(a) futuro(a) presidente da República. Que tal?
A redação do ClipPirata considerou esta a terceira melhor proposta da cidadania dos últimos 20 anos.
As primeiras continuam com as Diretas-Já! e com os Cieps propostos pela dupla Brizola-Darcy Ribeiro. Num looping histórico, ambas defenestradas pelos mesmos motivos e ancestrais que facilitaram a ocorrência do Caso Banestado. (
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No caso de países como Brasil, Equador, Uruguai e, em certa medida, Argentina, os movimentos sociais tiveram que se defrontar com governos que, apoiados por eles ou por uma parte deles, assumiram com posições antineoliberais. Mas o balanço desses governos, desse ponto de vista, é decepcionante. No caso do Equador, já no começo do governo de Lucio Gutierrez houve a ruptura de uma parte dos movimentos camponeses e indígenas - também com consequências negativas para esses movimentos, que se dividiram, com uma parte deles permanecendo no governo.

Nos outros casos, os movimentos sociais mantêm posições críticas aos governos eleitos pela esquerda. Na Argentina, o movimento piqueteiro também se dividiu, uma parte mantendo apoio ao governo Kirchner, outra se colocando na oposição. No Brasil e no Uruguai, os movimentos sociais guardam distâncias e desenvolvem críticas - mais ou menos profundas, conforme o movimento - sem, no entanto, romper com o governo. Permanecem com a consciência que os avanços possíveis se darão no marco destes governos e que as alternativas serão de retorno da direita tradicional, no marco atual da relação de forças.

A comprovação de que os projetos políticos é que são decisivos e que os movimentos sociais tem que tomar posições em relação a eles está dado pelas experiências - negativas e positivas - dos governos da região. Do destino destes depende o dos movimentos sociais e a situação geral do povo de cada país.

No caso do Brasil, por exemplo, a manutenção de políticas herdadas do governo FHC foi determinante para os destinos do governo Lula e para a situação do povo brasileiro. Não apenas pela continuidade nos processo de concentração de renda, de transferência de renda para o capital especulativo, de desemprego e precariedade do trabalho, de expropriação de direitos - começando pelo direito ã  carteira de trabalho. Mas também pela decepção que causa no movimento popular, pela derrota que significa para a esquerda, pela falta da prioridade do social - prometida anteriormente.

O mesmo se pode dizer, de maneira ainda mais aguda, para os movimentos sociais e o povo equatoriano. O apoio dado ã  candidatura de Lúcio Gutierrez e a participação direta no seu governo não apenas não melhoraram as condições de vida da população, como levaram ã  divisão dos movimentos sociais, piorando bastante as suas condições de luta.

Dilemas similares passaram a viver os movimentos sociais uruguaios, diante das orientações que se sobressaíram no governo de Tabaré Vázquez. Em melhores condições se encontram os movimentos sociais venezuelanos, pela evolução ideológica e política do governo de Hugo Chávez, que promove efetivamente a prioridade do social, utilizando substanciais recursos do petróleo para programas sociais, que incluíram neste ano o fim do analfabetismo no país. (leia mais)
                                                            Emir Sader na Agência Carta Maior

Os noticiários online da mídia corporativa com origem na France Press informaram que o Presidente Hugo Chávez ao receber 60 empresários brasileiros, disse que o presidente norte-americano George W. Bush era um criminoso, louco e genocida. Uma notícia pouco relevante pelo conteúdo de aceitação unânime e pelos não especificados empresários patrícios.
A coisa mudou de figura quando o Cap Grumarí antenado no Programa Faixa Livre na Rádio Band, AM 1360, ouviu, por celular, o governador Roberto Requião anunciar que estava em Caracas, chefiando uma delegação de 60 empresários e outros executivos de estatais paranaenses e dizendo-se maravilhado com o Projeto de Saúde Bairro Adentro com a participação de milhares de médicos cubanos e venezuelanos.

Então, não eram empresários quaisquer e nem estavam free-lancer na Venezuela. Estavam em delegação oficial do governador de importante estado brasileiro que, apesar de toda a sorte de sabotagem, impediu a saída de soja transgênica por seus portos e que por isso despertou interesse do presidente Hugo Chávez pela sua atitute soberana e em defesa do povo brasileiro.
Nos preparemos: 2006, o Ano da Verdade, pegará da cintura prá baixo.
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O embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya, enviou comunicado ã  imprensa negando que o presidente Hugo Chávez tenha vínculo com a guerrilha colombiana. E que a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia tenha conseguido expor esta ligação com os integrantes das Farc. O comunicado foi feito em virtude da matéria veiculada pela revista Veja, cujo título foi "Um vizinho amigo do bandido".
                                                  
Coluna Fato do Dia na Tribuna da Imprensa

"Tive a honra de ter tido uma convivência próxima com o Brizola nas campanhas eleitorais de 1989 e de 1998. Vi nele um sentimento patriótico como raramente se vê num político brasileiro. Ele tinha isso de um modo muito forte". (leia mais)
                                      Luiz Gushiken, em artigo de Kennedy Alencar na Folha     

Finalmente alguém teve coragem de enfrentar a poderosa multinacional Monsanto.
A empresa recebia 1,20 por cada saca de soja, não produzida por ela.
Um esbulho. Uma Cooperativa do Rio Grande do Sul entrou com ação contra ela. O juiz Victor Luiz Barcelos suspendeu o pagamento.
Ainda há juízes em Berlim. Essas multinacionais que exploram o Brasil há dezenas de anos não são invencíveis. É só ter coragem de enfrentá-las e recorrer ã  Justiça. Existem juízes comprometidos, mas a maioria não é.
                                                                         
Na Tribuna da Imprensa

O relator da CPI do Banestado, José Mentor, almoçou na Folha. Comeu muito. Mas falou pouco sobre a não convocação, para essa CPI, dos grandes banqueiros acusados. Há quase 1 ano, "investigam" o Araucária, um banquinho falido.

Ney Suassuna nega (da mesma forma que Maluf) que esses "3 milhões de dólares depositados no Banco Delta de Miami sejam seus". O dinheiro voa do Brasil, não tem dono, todos dizem: "Toma que o filho é teu".
Suassuna só merece um elogio ou aplauso: escolheu filial do Banco Delta na cidade de Key West. É das cidades mais bonitas da Flórida, a preferida de Hemingway. Este só saiu de lá quando foi descoberto. Passou a morar em Havana. Suassuna nem isso, o "dinheiro não é dele".
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                                                      Helio Fernandes na Tribuna da Imprensa

O escritório responsável pela defesa de Henrique Meirelles, presidente do BC, Caputo, Bastos e Fruet, já prestava assessoria jurídica a ele quando ainda trabalhava no Banco de Boston - quando foram feitas as operações agora investigadas.
                                                                              
Na Folha de S.Paulo

A verdade por trás do 11 de Setembro

Você soube que entre 25 e 30 de maio de 2004, ocorreu um Inquérito Internacional de Cidadãos sobre o 11 de Setembro , em Toronto, no Canadá? Alguém revelou isto para V.? V. leu alguma referência em algum jornal? Alguma rede de televisão deu destaque a este importante evento?
Pois é, o ClipPirata capturou na rede  o depoimento do professor Michel Chossudovsky, da Universidade de Ottawa, Canadá e preparou uma apresentação didática para seu conhecimento e reflexão.
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O presidente do Irã, Mohammad Khatami, disse que seu país jamais vai abrir mão da tecnologia nuclear.
A declaração foi feita em um momento em que é crescente a pressão internacional sobre o governo iraniano em relação ao tema.
Khatami também disse que haverá graves consequências, caso o Irã seja tratado injustamente.
Ele reiterou ainda que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e é necessário para a produção de energia, refutando assim suspeitas dos Estados Unidos de que o objetivo final do Irã é produzir armas nucleares.
Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que um Irã armado nuclearmente seria "uma força muito desestabilizadora no mundo" e que o Ocidente deve trabalhar unido para evitar que isso aconteça.
A mensagem foi reforçada pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, durante viagem pela Europa.
"É melhor o Irã entender essa mensagem e responder com as suas obrigações internacionais, caso contrário outras medidas serão tomadas'', disse a secretária de Estado, acrescentando ainda que ''todos entendem o que quero dizer com outras medidas''.
Enquanto negociações com a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha continuam em Genebra, na Suíça, o Irã suspendeu seus processos de enriquecimento de urânio.
Mas, na entrevista, Khatami disse que é um "claro direito" do país continuar com essas atividades, e que a suspensão só teve o objetivo de "mostrar nossa boa vontade".
"Se sentirmos que outros não estão cumprindo suas promessas, sob nenhuma circunstância vamos nos comprometer a continuar honrando as nossas", disse ele.
"E vamos adotar uma nova política cujas consequências serão pesadas."
                                                                                       
BBC On Line

O Cap Grumarí faz duas perguntas:
Que países têm armas de destruição em massa? Quem tem arsenal atômico acoplado em mísseis intercontinentais, capazes de atingir alvos com precisão cirúrgica?
Seria o Haiti? A Venezuela? A Bolívia? A Argélia?
Ah! A Coréia do Norte tem. E daí? Nada além de sua inclusão no "Eixo do Mal". Faz fronteira com a China e aí, é bom nem pensar.
E o Irã? Bem aqui reside o "x" da questão. Não é árabe, mas é muçulmano, xiita, ele também e os outros países que estão sobre o mar de petróleo que vai de Oman ao Cáucaso, ao Afeganistão.
O quarteto Bush-Cheney-Rumsfeld-Condollezza Rice sabe, como pessoas físicas, o que isto representa. Usam o espaço público, para que as grandes corporações espalhem um sentimento anti-americano que contamina o mundo. Os meios de comunicação suportam o anestesiamento da sociedade norte-americana para esta tragédia.

Depois de ter sido recebido calorosamente pelo presidente Fidel Castro no Aeroporto José Martí, em Havana, na descida do avião da companhia Cubana de Aviação enviado por Fidel ã  Bolívia para buscá-lo, o líder cocaleiro do Movimento ao Socialismo (MAS) e presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, foi recebido pelo presidente Hugo Chávez com honras militares. Chávez disse que Venezuela e Bolívia vão formar o "Eixo do Bem" contra os EUA. (leia mais)
                                                       Em O Globo e no Edição Nacional da TVE

Um outro mundo é possível

"Não vou fugir e nem abandonar a luta dos povos da floresta, que estão desprotegidos. Eles têm o sagrado direito a uma vida digna."
       
Irmã Dorothy , em cartaz no gabinete do Deputado Estadual Paulo Ramos (PDT-RJ)

Irmã Dorothy Stang, missionária norte-americana de 73 anos foi assassinada com três tiros no rosto após ser abordada por dois homens armados num assentamento rural do município de Anapu, Pará.
Dorothy Stang trabalhava em atividades ligadas ã  defesa dos direitos humanos na Amazônia. A freira vivia no Brasil há mais de 30 anos.
Recentemente, Stang recebeu um prêmio da Organização dos Advogados do Brasil, OAB, pela sua dedicação ã  região amazônica.
(leia mais)       

A sua expulsão do PT ocorreu por não concordar com os rumos do governo. A senhora já antevia tudo o que ocorre hoje?
Senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) -
S inceramente acho que desde o primeiro mês de governo, com a indicação do Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), um criminoso contra o sistema financeiro, que sempre serviu aos parasitas sem pátria do capital estrangeiro, e o balcão de negócios sujos que foi montado para garantir a base de bajulação aqui no Congresso, nos levou a fazer as críticas fraternas, consequentes, que nós entendíamos que eram necessárias para garantir que o governo Lula pudesse honrar com toda a esperança que foi nele depositada pela grande maioria do povo.
Infelizmente, o governo preferiu o caminho fácil, de se associar com conhecidas e ilustres excelências aqui do Congresso. E se lambuzar no banquete fácil do poder ao invés de criar novas alternativas de desenvolvimento econômico e inclusão social, que pudessem criar alternativas, do ponto de vista econômico, ao pensamento único.
                                                                         
Na Tribuna da Imprensa

O Brasil deveria adotar uma nova política econômica?

Sim. A nova política teria como diretiva principal reduzir a menos da metade a taxa de juros real. Ao fazê-lo, surgiria oxigênio para as políticas sociais e para a infra-estrutura econômica e social. A queda da taxa de juros, combinada com o investimento público, estimularia o investimento privado. O país superaria a medíocre taxa de investimento, que anda abaixo de 20% do PIB. Retomaria uma trajetória de crescimento em um círculo virtuoso de geração de emprego e renda. Mas a redução da taxa de juros poderia espantar o capital cigano estrangeiro que parasita os juros elevados que nos sangram. O Banco Central precisaria adotar restrições ã  atuação desse capital especulativo.

É um pesadelo saber que o Brasil gastará, neste ano, R$ 7 bilhões com o Bolsa Família, enquanto pagará mais de R$ 140 bilhões de juros de dívida pública. Pochmann estima que 80% desses bilhões se destinem a pouco mais de 20 mil famílias. Temos o primeiro lugar mundial em taxa de juros real, com o dobro do segundo colocado. Tanto o superávit espetacular (5% do PIB) como o déficit nominal ainda assustador, apenas para os rentistas.

Outras decisões teriam que ser tomadas para uma nova política econômica. Nosso BC, a exemplo do FED americano, preocupar-se-ia com o nível geral de preços e com a atividade econômica. Utiliza o modelo de metas de inflação da forma mais beata. Fixa uma meta de redução na taxa, medida pelo IPCA. Não expurga preços indexados por contratos com prestadores de serviços públicos. Nosso BC combina fidelidade obsessiva a esse modelo com a crença no produto potencial. Construiu, como limite superior de crescimento do PIB, 3,5% ao ano -acima disso, o país estaria sob ameaça do monstro inflacionário. É necessário ter presente que o Brasil, crescendo menos que 5% ao ano, não absorve sequer o crescimento vegetativo da força de trabalho. O país, com uma população economicamente ativa de 80 milhões, em que 23 milhões estão desempregados ou subempregados, verá crescer a massa de excluídos. Pouco dinamismo servirá para manter os salários deprimidos.
O "remédio" da elevação da taxa de juros teria outro mérito, para o BC: atrair o capital cigano que vem do exterior gozar as delícias financeiras que o país propicia -um banquete tão atraente que o afluxo de dólares valoriza o real. Esse é um vetor espúrio de controle de preços. O câmbio flutuante permite a âncora cambial sujeita a ventos e tempestades da conjuntura internacional. Façamos votos de que o barril de petróleo não passe de US$ 80.
Outro conceito que aprisiona o país é o NFSP (Necessidades de Financiamento do Setor Público), que compreende as estatais como unidades de gasto, não de produção. Impede que contraiam empréstimos para novos investimentos produtivos. Trata o investimento como gasto dispensável. A adesão, nos anos 80, a esse conceito foi a preliminar para a privatização, mesmo quando, ao fazê-la, o Tesouro tivesse que assumir passivos perigosos.
Outro conceito completa o quadro sinistro: o superávit primário é resultado líquido de receitas menos gastos não-financeiros. Dado um montante de dívida acumulada, no principal indexada ã  taxa de juros real mais elevada do planeta, deriva-se um montante de juros a ser pago como prioridade absoluta. O superávit tem que ser feito cortando gastos sociais e investimentos públicos. O Banco Central eleva a taxa de juros real e vê a inflação como fenômeno controlável por corte de demanda global. Doa a quem doer. A Secretaria do Tesouro comprime e procrastina os gastos, convertendo numa peça de ficção o orçamento aprovado pelo legislativo.
É necessária uma cirurgia institucional para separar mercado de dinheiro, que remunera no over os saldos de bancos, do mercado de dívida pública. O Brasil, com a herança da hiperinflação, preservou um sistema que remunera o curto prazo ã  mesma taxa de juros do longo prazo. Como mais de 60% da dívida pública é corrigida diariamente pela Selic, a bola de neve infernal da dívida pública rola, esmagando a potencialidade de crescimento do país.
O modelo de metas de inflação, a perfeita liberdade para o capital estrangeiro vir e ir por 24 horas, a peculiar redução do longo ao curto prazo, a estrita observância do NFSP e a santificação do superávit primário compõem o entulho neoliberal que precisa ser removido para uma nova política econômica.
Em tese, o presidente Lula pode removê-lo. Creio que não o fará, porque seu capital político hoje está dependente do aplauso dos rentistas. Afinal, Marcio Cipriano, presidente da Febraban, disse, em 3 de maio deste ano: "Lula está fazendo tudo que a gente quer (...). Se a eleição fosse hoje, estaria reeleito". A novidade, que não inova a política econômica, é o déficit nominal "zero". O professor Delfim Netto dará sobrevida ã  confortável taxa de juros real que aquece os corações rentistas.

Carlos Lessa, 69, economista, professor titular do Instituto de Economia da UFRJ, foi reitor da UFRJ (2002) e presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na Folha de S.Paulo .

Lula 2006, o candidente

Antes, durante e depois da entrevista no Jornal Nacional ...

 

Versão atualizada e pré-eleitoral da genial charge do Ique

O Ovo como ícone do protesto

O Ovo não agride, constrange. Moralmente.
O Ovo não fere. Mela.
O Ovo não é voto.
Sem engano, não espera quatro anos.
O Ovo tem cor e imagem.
Rompe mídia, com TV e sacanagem.
O Ovo não paga royalties, nem juros ã  agiotagem.
Vem do nosso galinheiro ...

Viva o Ovo! E o pOvo brasileiro!

Camdessus
Torta com
ovo do Brazil.

É, Genoíno velho de guerra. Ninguém fica impune após nomear a trinca do BankBoston para gerir a política cambial de um governo do PT, depois de receber 53 milhões de votos. Como gostamos de nitidez e a mídia colaborou não produzindo uma boa imagem quando foi "ovacionado", fica o registro do fato ao lado dos companheiros Camdessus e Berzoini. Agora, pós "reforma" da previdência e dólares na cueca do assessor do irmão.

Berzoini prova a torta cearense

 

Não deixe acontecer.
Fique nas ruas!

Seul saúda Bush

Washington contra a invasão do Iraque

Irmã Dorothy Stang

Pelo Alcorão no Paquistão

Bagdá?
 Não!
 Goiania

Argentina saúda Bush

Evo Morales
Presidente da Bolívia

Motins nos subúrbios franceses

É tempo de a esquerda francesa manifestar a sua solidariedade no que diz respeito a este subproletariado sobrexplorado, destes jovens precarizados das cidades. Se este pequeno povo das aldeias não constitui certamente a integridade da sua base social, sem ele, a esquerda não será nunca mais verdadeiramente popular. A entrada em cena desta solidariedade para com as reivindicações dos jovens dos arredores tem em articulação as lutas tradicionais dos trabalhadores na França, que são franceses de gema, resultados da imigração ou estrangeiros, com os quais outras frações de classes populares: precários, desempregados, ilegais, sem abrigos, sem direitos ...
Há sem dúvida, para a esquerda francesa e para todos os progressistas, uma oportunidade histórica de reconstruir atualmente posições de classe claras, um
espírito revolucionário e um internacionalismo dos povos. Seria preciso ser romântico e um pouco ingênuo para acreditar que as condições objetivas e subjetivas de uma transformação radical e imediata da sociedade francesa estão hoje reunidas. Não se trata de dizer que estes jovens são os testemunhos do proletariado nos centros capitalistas, ou os reflexos das peripécias do Sul em ebulição. Não se trata de referir que muitos destes jovens aspiram simplesmente a ascender ã  sociedade de consumo e a elevar-se na escala social da sociedade capitalista. Não se trata de esconder o fato de que alguns dentre eles têm outra visão destrutiva, para tomar posição nesta sociedade iníqua e repressiva que os exclui. Não se trata de idealizar as reivindicações que estão na base destes tumultos - ainda que estejam -, ainda menos de justificar estas formas de violência, ainda que sempre dirigidas contra os habitantes das próprias cidades. Mas mesmo que estes jovens revoltados não sejam filiados em partidos, mesmo que eles suscitem ainda muita desconfiança e uma certa inquietude no resto do país, a esquerda deve ver neles aliados para a necessária transformação progressista, social e democrática da França, e não somente uma réstia de voz em vista das próximas eleições.
Samir Amin e Rémy Herrera em www.resistir.info
Samir Amin
é presidente do Fórum do Terceiro Mundo e do Fórum Mundial das Alternativas
Rémy Herrera é investigador no CNRS e lecciona na Universidade de Paris 1 Panthéon-Sorbonne
Tradução de Pedro Santos

Distribuição de Renda no Governo do PT é assim
O Programa Bolsa Família atende a 11 milhões de famílias de baixa renda a um custo de R$ 7 bilhões. Portanto para cada família, o equivalente a R$ 636,00.
As famílias de alta renda se fartam nos juros da dívida pública, e aí são contemplados R$ 163 bilhões. Como são apenas 22 mil famílias, cabe a cada uma delas R$ 7.086.956,00.
          Depois de Pochmann, o professor Carlos Lessa na ABI no ciclo de palestras "Pensando o Brasil"

 

Superávit Primário

Volta!

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20 mil atrás de emprego no Carrefour do Recife

Tabela incorporada até o próximo Pan Americano, talvez no Rio de Janeiro

Pan Americano de Santo Domingo 2003

1
2
3
4
5

Um outro olhar sobre os resultados*

País

Cuba
Canadá
EUA
México
Brasil

Ouro

71
29
118
20
28

Prata

41
56
80
27
40

Bronze

38
41
74
32
54

Total

150
126
272
79
122

Medalhas por milhão de habitantes

13,63
3,94
0,97
0,76
0,69

Fonte: Leitor-internauta via boletins diários
* Quesitos envolvidos: saúde, educação, fome zero, mortalidade infantil de primeiro-mundo, politização, determinação, soberania, TV zero, criança de rua nem pensar, muita leitura, artes, ética, Banco Central nas mãos de nacionais, Banestado ou ambulância de sanguessuga se for pego, é pago no paredão, direitos fundamentais ã  vida e compromissos revolucionários permanentes.

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